A Diáspora de Ogùn.
DOI:
https://doi.org/10.5281/wh419d81Resumo
O presente trabalho propõe uma breve análise sobre as mudanças cosmológicas e culturais das representações do culto à divindade iorubá Ogùn, até sua chegada à Améfrica Ladina, no Brasil, buscando entender as dinâmicas históricas do conceito que Lélia Gonzalez cunhou. Refletir as representações do Orixá com o conceito de Rizoma de Edouard Glissant ao pensar as relações entre São Jorge e Ogún. A partir das músicas “Ogum” e “De Lá”, de Zeca Pagodinho e Djonga, respectivamente, explora-se a relação entre as histórias de Ogùn e o santo guerreiro, destacando a complexidade do processo de diáspora e seus impactos culturais e históricos. Examina-se, também, os movimentos diaspóricos resultantes da colonização no sul global, evidenciando as violências estruturais, institucionais e culturais geradas pela colonização, bem como as continuidades da colonialidade e as estratégias de resistência nas interações culturais ao longo da história. Por fim, propõe uma reflexão sobre as transformações culturais da diáspora africana, rompendo com visões dicotômicas como opressor e oprimido, pontuando os limites usuais do conceito de sincretismo e tendo Ogùn como símbolo de resistência e transformação cultural.