Fotografia como Ferramenta Didática no Ensino de História em Zonas Fronteiriça

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/p92ajx39

Palavras-chave:

Fronteiras, Identidade, Fotografia, Ensino de História

Resumo

A fotografia pode ser compreendida como linguagem artística e documental que contribui para a construção de memória e identidade em zonas fronteiriças, como é o caso de Foz do Iguaçu. Nesse contexto, as análises voltadas para imagens (ruínas jesuíticas, espaços religiosos etc.) funcionam como formas de representação histórica e cultural, dialogando com a proposta do simpósio “manifestações artísticas e suas representações na História”. Assim, a inserção da história local nos planos de aula, acompanhada do uso de imagens na disciplina de História, mostra-se necessária para uma aprendizagem significativa, que favoreça a reconstituição e valorização das culturas indígenas e originárias  frequentemente marginalizadas, bem como resgata memórias coletivas. Não obstante, constitui uma ferramenta pedagógica essencial para o professor de História, pois possibilita a construção de pontes entre memória, identidade e cultura. Nesse processo, a fotografia deixa de ser apenas registro e se transforma em instrumento de reconstituição histórica, de afirmação identitária e de resistência cultural, reforçando o papel do ensino de História como espaço de construção de consciência crítica e resistência. E é dentro desse emaranhado reflexivo que surge esse trabalho intitulado Fotografia como Ferramenta Didática no Ensino de História em zonas Fronteiriças.

Biografia do Autor

  • Aristides Samuel Machavane, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)

    Graduado em Ensino de História, com habilitação para o Ensino de Filosofia, pela Universidade Save delegação da Maxixe (2022). Atualmente, é pós-graduando no Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), campus de Foz do Iguaçu, onde integra a linha de pesquisa Trabalho, Política e Sociedade. Atua como professor estagiário na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), também em Foz do Iguaçu. Desenvolve pesquisa com foco em movimentos sociais e luta pela terra, tendo como tema de sua dissertação: Reforma Agrária: Uma Análise Comparativa das Estratégias de Luta da União Nacional dos Camponeses (UNAC) em Moçambique e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. (Texto informado pelo autor)

  • Luciana Vedovato

    Graduada em Letras pela Faculdade Estadual de Campo Mourão-PR. Mestre em estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina, doutora pela Universidade do Rio Grande do Sul, no programa de pós-graduação em Letras - Estudos do Texto e do Discurso e professora associada do colegiado de Letras, na área de Linguística e do Programa de Pós Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste/ Foz do Iguaçu. Líder do grupo de pesquisa Discurso, Literatura e Sociedade.

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Publicado

2026-01-31