Fotografia como Ferramenta Didática no Ensino de História em Zonas Fronteiriça
DOI:
https://doi.org/10.5281/p92ajx39Palavras-chave:
Fronteiras, Identidade, Fotografia, Ensino de HistóriaResumo
A fotografia pode ser compreendida como linguagem artística e documental que contribui para a construção de memória e identidade em zonas fronteiriças, como é o caso de Foz do Iguaçu. Nesse contexto, as análises voltadas para imagens (ruínas jesuíticas, espaços religiosos etc.) funcionam como formas de representação histórica e cultural, dialogando com a proposta do simpósio “manifestações artísticas e suas representações na História”. Assim, a inserção da história local nos planos de aula, acompanhada do uso de imagens na disciplina de História, mostra-se necessária para uma aprendizagem significativa, que favoreça a reconstituição e valorização das culturas indígenas e originárias frequentemente marginalizadas, bem como resgata memórias coletivas. Não obstante, constitui uma ferramenta pedagógica essencial para o professor de História, pois possibilita a construção de pontes entre memória, identidade e cultura. Nesse processo, a fotografia deixa de ser apenas registro e se transforma em instrumento de reconstituição histórica, de afirmação identitária e de resistência cultural, reforçando o papel do ensino de História como espaço de construção de consciência crítica e resistência. E é dentro desse emaranhado reflexivo que surge esse trabalho intitulado Fotografia como Ferramenta Didática no Ensino de História em zonas Fronteiriças.