A Construção do Mundo Atlântico: Um Panorama sobre a Complementaridade de Seus Espaços (Séculos XV e XVI)
DOI:
https://doi.org/10.5281/wnxzm138Palavras-chave:
Mundo Atlântico, Colonização, Circulação, EspaçoResumo
Este artigo se dedica a explorar a formação do "Mundo Atlântico" em sua complexidade, investigando suas conexões e os múltiplos fluxos que o caracterizaram. O objetivo é compreender o processo pelo qual a complementaridade atlântica se estabeleceu, delineada por espaços geográficos e rotas marítimas. A partir do final do século XV, o Oceano Atlântico deixou de ser uma barreira e se tornou um eixo central de conexão e intercâmbio entre Europa, África e Américas. Essa vasta extensão aquática presenciou a expansão colonial, a exploração de territórios e a brutal intensificação do tráfico transatlântico de escravizados. A emergência do Mundo Atlântico é inseparável da interligação de distintas regiões, cada uma desempenhando um papel complementar na sua constituição. A análise priorizará a Primeira Modernidade europeia, em particular o período de transição do século XVI para o XVII. Esta fase é crucial para entender a consolidação do Mundo Atlântico, marcada por um crescimento exponencial do comércio de escravos e pela intensificação da colonização, eventos que coincidem com a ascensão e o declínio dos impérios Ibéricos. A pesquisa buscou demonstrar como as relações políticas, econômicas e sociais desse período exerceram impacto profundo na história atlântica, revelando a capacidade do espaço oceânico de moldar os acontecimentos da época. O exame aprofundado das redes atlânticas salienta a centralidade do oceano como um espaço dinâmico de interação, onde se forjaram rotas comerciais, intercâmbios culturais e fluxos migratórios (compulsórios ou voluntários), elementos essenciais para a configuração das sociedades contemporâneas.