Racismo, Sexismo e Classismo na obra Hierarquia de Helen Wan
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17008662Palavras-chave:
Hierarquia, Helen Wan, Interseccionalidade, RacismoResumo
Esta pesquisa foi realizada com o propósito central de analisar como a interseccionalidade de gênero, classe e raça está presente na obra Hierarquia, de Helen Wan, examinando as agressões sofridas por Ingrid Yung, uma protagonista sino-americana em um ambiente jurídico predominantemente masculino, branco e heterossexual (WASP). O problema da pesquisa investiga como se dão as opressões raciais estruturais contra as populações sino-americanas, especialmente a persistência dessas estruturas no presente, além de questionar os mecanismos de silenciamento e apagamento das minorias e criticar o mito da meritocracia. O objetivo principal do artigo é analisar as representações de racismo, sexismo e classismo em Hierarquia, destacando as microagressões e estruturas de poder no ambiente corporativo. Como objetivos secundários, busca-se explorar o protagonismo feminino não branco na literatura e seu papel político na denúncia de violências interseccionais, estabelecendo um diálogo entre História e Literatura, utilizando teorias como interseccionalidade (Crenshaw; Collins) e estudos decoloniais (Nascimento; Munanga). A metodologia consiste em um estudo qualitativo, baseado em análise crítica literária e revisão bibliográfica. O material analisado foi o romance Hierarquia (Wan, 2022) e as teorias de autores como Kimberlé Crenshaw, Patricia Hill Collins, Kabengele Munanga e Lélia González. Utilizou-se uma abordagem interseccional das experiências da personagem Ingrid Yung, correlacionando-as com conceitos como racismo, meritocracia e síndrome do impostor. Conclui-se que o ambiente corporativo retratado em Hierarquia reproduz hierarquias coloniais, onde minorias são toleradas, mas não integradas equitativamente.