Valorização da língua materna no processo de alfabetização na Educação Escolar Indígena.

Autores

  • Feliciano Alex Mbaraka Miri Barreto Cavalheiro Autor/in
  • Noelia Kunha Poty Martines Autor/in

DOI:

https://doi.org/10.5281/7ksj3660

Palavras-chave:

Pedagogia Intercultural, Oralidade, Identidade Cultural, Educação escolar indígena, Língua Materna

Resumo

Este texto tem como objetivo analisar de que forma a educação escolar indígena pode contribuir para o fortalecimento da identidade cultural dos povos indígenas, a partir das experiencias do estágio curricular obrigatório desenvolvido na disciplina de “Prática de Ensino II sob forma de estágio supervisionado” do 3º ano do Curso de Pedagogia da Universidade estadual do Oeste do Paraná – Unioeste, campus de Foz do Iguaçu. Com base na abordagem qualitativa, a metodologia usada foi a observação participante na escola, documentos legais (Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígenas), leituras e estudos bibliográficos, em especial produções acadêmicas de autoria indígena como Gersem Baniwa, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku e Tonico Benites. Foram discutidos três eixos principais: a escola como espaço de pertencimento, a valorização da língua materna como expressão cultural e política, e a oralidade como fundamento pedagógico, articulada ao conceito de oralitura. A análise evidencia que a escola indígena, quando construída em diálogo com saberes tradicionais, contribui de forma significativa para a valorização da memória coletiva, o fortalecimento da autoestima dos estudantes e a continuidade dos modos próprios de viver, aprender e ensinar. Reconhecem-se, contudo os desafios estruturais e políticos enfrentados pelas comunidades indígenas na luta por uma educação diferenciada, bilíngue e intercultural. Conclui-se que uma pedagogia verdadeiramente decolonial exige, escuta, respeito, e participação efetiva das comunidades na construção de uma escola enraizada na cultura e na identidade dos povos indígenas.

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Publicado

2026-02-01