Sociedade Floresta Aurora: duas mulheres negras, Maria Chiquinha e Orlandina Alves, na construção do patrimônio cultural (1872 e 1934)
DOI:
https://doi.org/10.5281/206cq841Palavras-chave:
Orlandina Alves, Maria Chiquinha, Proteção patrimônio cultural, Memória coletivaResumo
Com base no reconhecimento público da Sociedade Floresta Aurora (SFA) como clube social negro mais antigo do Brasil, com sede em Porto Alegre e de grande representatividade da comunidade negra no país, pretende-se identificar o quanto a participação feminina foi fundamental para a construção de seu patrimônio histórico e cultural, a partir de duas mulheres negras que foram destaque nos anos de 1872 e 1934: Maria Chiquinha e Orlandina Alves. O artigo visa, sob a perspectiva de gênero e raça, questionar a ocultação de suas atuações reconhecidamente fundamentais na formação e desenvolvimento, construção social e cultural da SFA. Como bem cultural em processo de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, necessário se faz a reativação das memórias como forma de preservar o legado de ambas com registro na historiografia. O artigo organiza-se em duas partes, através de pesquisa bibliográfica, utilizando como fontes livros de atas, matérias de jornal, documentos, etc. A primeira parte apresenta a mobilização e participação feminina negra no associativismo da SFA e a segunda abre questionamentos quanto à ocultação de seus nomes, a patrimonialização em ação política proativa de preservação da memória e salvaguarda dos registros.