Debí tirar más fotos
Bad Bunny E A Reinvenção Da Memória Latino-Americana Como Ato Político.
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17021724Palavras-chave:
América Latina, Colonialismo, GentrificaçãoResumo
Este artigo analisa como o álbum Debí Tirar Más Fotos de Bad Bunny (2025) se configura como um ato de resistência cultural e denúncia social, articulando narrativas contra o colonialismo, a gentrificação e o neoliberalismo em Porto Rico, estabelecendo conexões com a realidade latino-americana. A obra emerge como um manifesto cultural que preserva a memória coletiva porto-riquenha e reafirma a música como ferramenta de mobilização social, protesto político e preservação da identidade. A partir da justaposição entre ritmos tradicionais como a bomba e a plena com o reggaeton, o álbum se posiciona como um espaço de resistência frente à exploração econômica, ao apagamento cultural e à mercantilização da vida urbana. Além disso, por meio de referências às experiências históricas de exploração e deslocamento forçado, Bad Bunny traça paralelos entre Porto Rico e outras comunidades marginalizadas na América Latina, conectando sua obra a conceitos como amefricanidade , necropolítica e direito à cidade. Dessa forma, o álbum não apenas denuncia as dinâmicas de exclusão e elitização dos territórios, mas também reivindica a memória e a identidade como instrumentos de luta anticolonial e resistência comunitária.